Não me resta nada sinto não ter forças para lutar é como morrer de sede no meio do mar e afogar, sinto-me isolada com tanta gente há minha volta, vocês não ouvem o grito da minha revolta. Choro a rir isto é mais forte do que pensei, por dentro sou uma mendiga que aparenta ser uma rainha, não sei do que fujo, a esperança pouco me resta, triste ser tão nova e já achar que a vida não presta. As pernas tremem, o tempo passa, sinto o cansaço. O vento sopra ao espelho vejo o fracasso, o dia amanhece algo me diz para ter cuidado. Vagueio sem destino, nem sei se estou acordada! Não há dia que não pergunto a Deus, porque nasci? Eu não pedi. Alguém me diga o que faço aqui, se dependesse de mim teria ficado aonde estava, aonde não pensava, não existia, não chorava.. Prisioneira de mim própria a minha pior inimiga, às vezes penso que passo tempo demais comigo, olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar, um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar! Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim? Alguém me diga, porque me sinto assim? Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê, sinto lágrimas nos olhos mas ninguém as vê! Estou farta de mim, farta daquilo que sou, farta daquilo que penso. Mostrem-me a saída deste abismo imenso, pergunto-me se algum dia serei feliz, enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz.. Chorei, Mas não sei se alguém me ouviu, E não sei quem me viu, A dor que em mim carrego, E a angústia que se esconde, Vou ser forte e vou-me erguer, Ter coragem de querer, Não ceder nem desistir, Eu prometo, Busquei, Nas palavras o conforto, Dancei no silêncio morto, E o escuro revelou!
